Jornal da FAU/UnB: comunicação, articulação e memória 
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Onde:

Brasília (DF)

Quem faz:

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília

Ano:

Projeto segue em andamento

O antigo jornal, o novo jornal. É bem verdade que esse não é um jornal que suja os dedos, serigrafado ou entregue junto com uma cópia do último manifesto de um movimento, partido ou centro acadêmico. Aqui o jornal vem com a logo institucional da universidade federal, os telefones de contato oficial – e a lembrança da luta salarial dos técnicos, ceifados numa decisão judicial de parte considerável de seus salários. A participação dos trabalhadores das universidades – palcos históricos da organização de todas as entidades de arquitetas e arquitetos e urbanistas – nessa tradição de articulação e comunicação é também um esforço, em sintonia com o ARQPOP, de popularizar nosso trabalho. O coração do antigo jornal de corredor, seu intuito organizativo de correspondência pública, talvez seja o critério que caiba ao novato, tanto pro jornal da FAU quanto pra nós, fazer jus.  

Pra descobrir como é enfrentada essa tarefa nada simplória da comunicação em tempos de disseminação de atenção e organização o ARQPOP conversou com o arquiteto e urbanista Caio Frederico e Silva, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília e um dos responsáveis pelo projeto pra explorar um pouco mais da atividade – que começou em janeiro de 2024 e é parte do programa de comunicação da chapa 23 – 27 da diretoria da faculdade – e de suas aspirações.   

Quem faz parte? Como surgiu o jornal? Ele já fazia parte do projeto para diretoria? 

Ainda durante o período de restrições da pandemia de coronavírus teve que ser criado um perfil no Instagram para a faculdade, que não existia, a partir da experiência no próprio grupo de pesquisa (BIOCLIMATICS) – influenciado também pelos semestres cursados na publicidade antes da escolha definitiva pela arquitetura. À essa primeira experiência se juntam as mãos da vice diretoria e dos alunos para dar início ao jornal.  

Ao assumir a diretoria, o grupo encampou o tema motivador ‘FAU presente’ para ampliar a comunicação dentro da faculdade, nas instâncias universitárias e com a sociedade. O que antes ficava mais restrito aos olhares mais atentos da pós-graduação – as informações relevantes do mês, o que passou pelo sítio eletrônico, em eventos ou foi decidido e discutido no conselho da faculdade – colocado em evidência, botando as atividades de ensino, pesquisa, extensão e da gestão universitária para circular.  

Quem já foi afetado? Até onde chega a comunicação? 

Há ótima receptividade, inclusive entre ex-alunos. A secretaria da graduação coordena a comunicação com listas de contatos de alunos, ex-alunos, professores ativos e aposentados, mas ainda não há a mesma facilidade com entidades profissionais que precisam ser contatadas mais facilmente, como parte dos processos cotidianos da faculdade, eventos, formaturas e a distribuição do jornal. A dimensão de conexão com os técnicos é muito importante, eles estão muito presentes no dia a dia da universidade na universidade, mas não chega tanto a eles, a atividade acadêmica acaba ficando muito entre professores e alunos.  

Quem está no jornal – seja na coordenação ou ativamente mandando projetos e notícias – faz quem participa ficar de olho no que está sendo feito ao redor, incentivando inclusive quem não participa ainda a se atentar para mandar um trabalho em uma próxima edição.   

Quais os objetivos do projeto? Há alguma visão de um segundo passo, onde a comunicação da arquitetura atravesse e se entrelace na universidade? 

O jornal é norteado pelo intuito de registrar as atividades e melhorar a comunicação direta professores/administração alunos. Resgatar a memória da faculdade, que já teve um jornal (Informau/jornau) anos atrás, e poder alimentar os outros canais de comunicação da faculdade, criando um processo de atualização constante, uma cultura de transparência, prestando satisfação a sua própria comunidade são questões centrais. 

Manter os arquivos vivos e os sítios eletrônicos não defasados passa pela memória, que não é posse só dos professores e sim atravessada pelas histórias dos alunos, técnicos, ex-alunos e ex-professores e funcionários, cada um contribuindo com sua parte. Histórias como de Edgar Graeff – que dá nome ao centro de documentação – e Ernesto Walter – que dá nome ao auditório. 

Para expansões e interlocuções mais amplas, mostrar o que é feito faz chegar às instâncias da universidade, até a reitoria, consolindando o lugar e as ações da faculdade. A participação relevante da FAU-UnB no primeiro plano diretor da universidade, conquistando 4 dos 7 eixos por edital público, é marca desse trabalho que é matéria prima do projeto de comunicação.    

Como é feito (técnicas e métodos)? Quem paga? 

Um template foi por onde começou, com uma única estagiária – Emily, voluntária lotada na diretoria – o jornal funciona nas horas extras de quem participa. Um grupo de mensagens com coordenadores de departamentos e pós-graduação (5) filtram os acontecimentos do mês, ajudados por 1 técnico que imprime quando necessário e sobe o arquivo pro site.

Uma bolsista da comunicação ajudaria o processo de fabricação, pauta e edição, o que vira notícia e o que não vira, com quase 70 professores e um frente e verso de A4 precisa ser refinado um trabalho de editoração. Enquanto a realidade é que há que se lidar com o pouco pessoal técnico, tanto na reitoria quanto na faculdade, para ampliar gastos consideráveis em projetos como esse, como o tempo alocado de uma jornalista por exemplo.

É possível ampliar também essa comunicação com universidades particulares? 

Na UnB, a arquitetura é faculdade, o que significa uma autonomia institucional, para além das diferenças usais entre administração pública e privada. E há um histórico de outras tentativas através do conselho entre coordenadores de cursos na cidade, por exemplo, que encontraram alguns limites. De qualquer forma há um espaço em potencial de comunicação. Um caminho para isso tem sido outro projeto que se chama ‘saideiras de arquitetura’ e tem atraído um público de fora da UnB, levando discussões para fora do campus ampliando esse potencial.  

Onde encontrar o projeto? 

O jornal está no site da FAU-UnB em notícias da FAU e é distribuída na lista de correio eletrônico da faculdade. Alunos, professores, técnicos e interessados podem entrar em contato em um dos diversos meios de comunicação.   

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Imagens: Reprodução Jornal FAU/UnB