Coletivo Memórias que Habitamos promove projetos de restauração arquitetônica e leva educação patrimonial à população de Lages
Categorias: Projeto
Tags:

Onde:

Lages (SC)

Quem faz:

Coletivo Memórias Que Habitamos

Ano:

2025

O Coletivo Memórias que Habitamos, desenvolvido em Lages, no interior de Santa Catarina (SC), tornou-se uma forma de manter viva as memórias arquitetônicas e o valor do patrimônio cultural da 4ª cidade mais antiga do estado. Criada a partir do desejo de fazer a diferença da arquiteta e urbanista e professora universitária, Lilian Louise Santos, e de suas alunas na época – Gessica Coelho, Lia Moraes, Tatiana Pacheco, Kassia Zanchett e Bruna Chaves – a iniciativa desenvolve projetos educativos e de restauração do patrimônio local. 

A maioria dos projetos do Coletivo são realizados com recursos de editais estaduais e federais de fomento à cultura e com a iniciativa voluntária da comunidade e de profissionais de arquitetura e urbanismo. Outro casos de projetos arquitetônicos de restauro são contratações diretas dos proprietários.

Compromissado com a educação, o Coletivo promove projetos educativos, visitas guiadas e oficinas que fomentam a educação arquitetônica para alunos e alunas do ensino fundamental e médio. O Mapa ilustrado do Patrimônio Arquitetônico de Lages (SC) e o Mapa ilustrado do Patrimônio Arquitetônico de Curitibanos (SC); Roteiros guiados pelo Núcleo Fundacional de Lages com o grupo de convivência da Associação de Pais e Amigos dos Surdos (APAS), são algumas da ações propostas à comunidade estudantil local. 

Para além da sala de aula, a iniciativa, que sonha em expandir suas atividades para outras cidades do interior do estado, se preocupa em dar visibilidade aos valores arquitetônicos locais. Para isso, o Coletivo realiza projetos de restauração e intervenção em parceria com a comunidade. “Nosso objetivo é salientar os valores afetivos, simbólicos, econômicos e cognitivos dos espaços arquitetônicos da cidade”, apontou a proponente do projeto, Lilian Louise Santos.

Lilian ainda ressaltou que o coletivo é um espaço de formação técnica e de sensibilidade humana do profissional de arquitetura e urbanismo. “Discutir o traço da argamassa é necessário, mas entender a relação das pessoas com esses objetos é muito mais”.


Fotos: Coletivo Memórias que Habitamos